Publicado por: eticademonstrada | 17 de janeiro de 2012

Banho de Luz

Banho de Luz

Ah! E essa luz que distancia?
Nem entendo porque se oculta,
Caso sua fonte tocasse, apagaria?
Ou a tornaria diminuta?

Mesmo sem tocá-la, ela aquece,
Em chamas transforma – não sofro!
Sobrevivo com o calor! Te apetece,
Sentir-se mais vivo que morto?

E a luz é de todos: luz coletiva.
Aquece aos rotos e miseráveis.
Alumia aos trabalhadores da estiva,
Aos ladrões de Brasília (aos inimputáveis).

Agonia do mercador nefasto –
aquele que até a mãe negocia –
“Tudo quanto existe eu engarrafo!”
Ar, pensamento, paixão, alegria, …

À saída da caverna a luz arrebata.
Banho-me dela. Oh epifania!
Das feridas imediatamente trata.
Aproveito como fosse só esse dia.

E cada um tem seu quinhão:
O que estira-se na areia,
Senhor do castelo e aldeão,
E o que se oculta e pica a veia.

Não há inveja ou posse,
Cada qual se sacia e segue:
Há o que acelera a tosse,
E o que da vida se negue.

Por vezes a plantação murcha,
Por vezes dilacera a pele.
Mas há algo que atrai, puxa
Para a luz! Antes que o dia encerre.

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